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domingo, 30 de dezembro de 2007

BRINQUEDOS DE SUCATA: "OPORTUNIZAM E FAVORECEM A BRINCADEIRA LIVRE E A FANTASIA."


Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim com prazer.

CUNHA (2001, p. 14) constata que atualmente as crianças não têm um pátio para brincar. Superfamiliarizadas com videogames, televisão e computador, não conhecem o prazer de criar brinquedos com caixinhas e latas, botões e madeirinhas. Nem mesmo jogos de montar.

Esses brinquedos oportunizam e favorecem a brincadeira livre e a fantasia. A criança coloca no objeto com que está brincando o significado que ela deseja no momento. Enfim, na pressa do dia-a-dia, os pais e professores tentam simplificar suas rotinas e tarefas, oferecendo brinquedos já prontos e que não requeiram montagem, pois não fazem sujeira, nada que precise limpar, arrumar.
Sendo assim, a criança desenvolve-se num meio distante do lúdico, são tratadas como adultos em miniaturas onde o que é mais importante é estudar, aprender, adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades, estimular as inteligências, visando aos objetivos alheios aos seus interesses.

A brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo.
É possível superar os problemas existentes e oferecer melhores condições de desenvolvimento às crianças, ampliando e valorizando o espaço e as oportunidades de brincadeira.

É preciso que os professores se coloquem como participantes, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os conhecimentos através da brincadeira e do jogo, afim de que estes possam ser reelaborados de forma rica e prazerosa.
Se os estímulos estiverem adequados ao estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra, as experiências vividas constituirse-ão em aprendizagens ricas e duradouras.

FÓRUM: "EXPERIÊNCIA COM JOGOS NA ESCOLA"





16/12/2007 20:35:44
MARIA ANGELICA HOFMANN

Através desta interdisciplina, com as leituras e aulas presenciais, enriqueci ainda mais minhas aulas introduzindo ao nosso dia a dia na sala de aula, brincadeiras e jogos, sem determinar dias certos, pois percebi que todo dia é dia de brincar, e que através do lúdico a aprendizagem torna-se significativa para o aluno e consequentemente mais prazerosa. Também, através do lúdico proporcionei aos meus alunos uma maior socialização e integração entre os mesmos, possibilitando um auto conhecer-se e um conhecimento maior do outro, desenvolvendo assim uma percepção do diferente, havendo um maior respeito com o outro, diminuindo e muito a agressividade, as brigas que ocorriam na turma. (turma de 2ª série com alunos entre 8 e 13 anos). Nesta semana, levei para a sala de aula os jogos confeccionados na aula presencial e eles adoraram! Todos queriam jogar. Os jogos foram Jogo da velha; dominó de palitos de picolé, caça palavras com caixa de ovos. No semestre passado confeccionamos brinquedos de sucatas e foram expostos na mostra pedagógica. Foi um sucesso. Na nossa escola há um projeto chamado vivências ambientais, com a professora Madalena, o qual estimula o uso de materiais alternativos, para a preservação do meio ambiente. Foram feitos diversos trabalhos: confecção de saches com bolinhas de sagu, confecção de máscaras com papel machê, carrinhos e bonecas com garrafas pet, xampu com ervas (p/ piolho), etc. Os carrinhos e bonecas serão presenteados os alunos do 1º ano (antigo pré) como presente do Papai Noel na Festinha de Encerramento de Final de Ano que ocorrerá na próxima semana. Acredito que será um sucesso entre a garotada, pois muitos não receberão outro brinquedo, neste Natal. Estes brinquedos foram confeccionados pelos alunos maiores(do projeto) para presentear os pequenos, um gesto de solidariedade neste Natal. Para o próximo ano já estou pensando em realizar com meus alunos uma oficina com sucatas para que possam confeccionar jogos e brinquedos. Gostaria se possível ter acesso aos brinquedos confeccionados pelas colegas, através da publicação das fotos daqueles que confeccionamos na aula presencial. Será possível? Aguardo retorno. Abçs. a todos.

16/12/2007 21:04:22
MARIA ANGELICA HOFMANN

Percebe-se cada vez mais a influência dos jogos eletrônicos na viada das crianças: video games, carrinhos de controle remoto, celulares, etc. Alguns alunos meus, passm horas em frente ao video game e outros que não o possuem em casa, vão no final da aula na locadora perto da escola. Percebo também que estes alunos, na maioria meninos, envolvem-se em jogos onde a violência está muito evidenciada, como jogos de luta, or exemplo. Muitos pais não impõem limite e isto influencia muito no comportamento da criança em sala de aula, evidenciando em suas atitudes agressivas com colegas, querendo brincar de luta e se mostrando como este ou aquele personagem do jogo. Percebo também em casa com meu filho de 6 anos, o qual também tem video game, mas com uma diferença: tem hora estipulada para jogar e mesmo jogando jogos de luta, conversamos e explicamos que ali é apenas um jogo, onde tudo é de brincadeira e não real e que se fizer isto em alguem, poderá machucar. Percebo que meu filho não é uma criança agressiva, pois transmitimos valores em que se respeita o outro e que o diálogo deve existir sempre. Acho que muitos pais usam o video game para que seu filho se interta e não o incomode, como me disse a mãe de um aluno meu esta semana: Em casa, ele fica a manhã toda no video game e não incomoda! Será esta a solução???? A duas semanas atrás, meu filho veio e me pediu: - Mamãe, posso pegar esta caixa de café? Perguntei: - Para quê meu filho? - É que quero fazer um robozinho com a caixa e os copinhos de iogurte e o rolo do papel toalha. - Tu sabes fazer, meu filho? Perguntei. -Sim mamãe, só quero que corte aqui para fazer os bracinhos. Me surpreendi, pois em meio a tantos brinquedos que tem, resolveu sozinho, criar um robozinho de sucata. Fez tudo sozinho, inclusive a colagem com fita durex nos copinhos. Ficou muito legal. Acho que realmente meu filho está tendo a oportunidade de brincar: criar e inventar. Isto é muito importante para o seu desenvolvimento. Pena que muitas mães não estimulem a criatividade de seus filhos. Mostrei para ele também os brinquedos que confeccionamos na aula presencial e também quis jogar. Prometi que nas férias faremos uma oficina de jogos e brinquedos com sucatas. Adorou a idéia!!! Abraços a todos.

FÓRUM: "A LUDICIDADE NA ERA DIGITAL"


Através da participação neste fórum e observando o comentários dos colegas, percebo que as tecnologias digitais, como celular, video-games, internet, etc... podem ser bons aliados na nossa prática pedagógica, mas quando bem orientados por nós educadores e com o apoio da familia.

Comentários de alguns colegas:

"Por suas características lúdicas e atrativas, os jogos eletrônicos tem aparecido como uma possibilidade de encantar na educação das crianças, pois tornam a aprendizagem mais divertida. Eles também podem estimular o raciocínio dedutivo, estratégias de memorização auxiliando no desenvolvimento da psicomotricidade, principalmente porque exercita a coordenação entre o olhar e a reação das mãos. "

"Certamente é importantíssimo que as escolas ofereçam aos alunos o uso de jogos computadorizados.Esses jogos quando bem escolhidos, propiciam aos alunos uma interação interessante ,que oportunizará a inclusão dos alunos na tecnologia digital.Enquanto joga a criança se diverte,pois os jogos não são estanques , são divertidos, despertam a curiosidade e possibilitam a resolução de problemas.É claro que os jogos em que os alunos podem interagir pessoalmente ,onde compartilham emoções , são bem mais interessantes, pois o contato é bem mais pessoal , porém é importante que eles conheçam e experimentem os jogos computadorizados, pois a tecnologia faz parte do futuro como um todo e esse conhecimento é necessário,basta ter critérios na utilização dos mesmos."

"Acredito que deve haver um equilíbrio, não deixando que fiquem viciados em jogos eletrônicos, pois precisam brincar com os amigos, realizando brincadeiras ao ar livre.Penso que na escola podemos utilizar muitos desses jogos, que podem desenvolver a capacidade mental das crianças e é uma diversão prazerosa. Acredito que deve haver um equilíbrio, não deixando que fiquem viciados em jogos eletrônicos, pois precisam brincar com os amigos, realizando brincadeiras ao ar livre.Penso que na escola podemos utilizar muitos desses jogos, que podem desenvolver a capacidade mental das crianças e é uma diversão prazerosa. "

O BRINCAR TERMINA QUANDO A INFÂNCIA ACABA ? POR QUÊ ?

Não. Conforme a profª Tânia citou no pensamento de Piaget,“Quando pequenos trabalhamos enquanto brincamos e quando grandes, brincamos enquanto trabalhamos”. Isto é, apenas inverte-se esta relação com o lúdico.
Conclui-se então que o brincar para a criança é visto com muita serenidade, assim como o trabalho para o adulto também o é, em ambas as relações há o encontro do lúdico com a serenidade.
Na fase adulta o brincar mostra-se quando nós, adultos, temos a capacidade de ter bom humor, criatividade, de sermos instigantes, de anunciar novos mundos. Na verdade o brincar não morre nesta fase, apenas sofre uma metamorfose.

SALA DE AULA É LUGAR DE BRINCAR, SIM!


“BRINCAR NÃO É PERDER TEMPO, É GANHÁ-LO.”

É TRISTE TER MENINOS SEM ESCOLA,
MAS MAIS TRISTE É VÊ-LOS ENFILEIRADOS EM SALAS SEM AR,
COM EXERCÍCIOS ESTÉREIS,
SEM VALOR PARA A FORMAÇÃO HUMANA.”

Carlos Drummond de Andrade.



Sala de aula é lugar de brincar? Tânia Ramos Fortuna
A partir da leitura do texto acima, destaquei algumas partes e comentei de acordo com minha vivência como educadora .
“Uma atividade lúdica, representa um momento prazeroso diferenciado das tarefas tipicamente escolares, onde um rasgo de espontaneidade é possível.”
Realmente, através das atividades lúdicas percebo que meus alunos vivenciam um momento de prazer, onde percebo que eles, conseguem se encontrar e interagir com os colegas de forma espontânea, sem a constante interferência de um adulto, pois ali, conseguem criar um elo, o qual contribui e muito para o seu desenvolvimento como um todo, pois percebem-se atuantes e receptivos a trocas, aceitando as diferenças e conseqüentemente, respeitando o outro.
“Através do simbolismo do brinquedo transfere interesses, fantasias, ansiedades e sentimentos de culpa. Brincar, então, é um meio de compreender e relaciona-se com o meio.”
Ao observar meus alunos brincando, percebo que muitas vezes utilizam o objeto do brincar, para transferir sentimentos, ansiedades, medos. Por exemplo, quando uma menina tem medo do escuro por exemplo, na brincadeira, representada a sua imagem na boneca, irá ela fazer o papel de mãe que protegerá sua filha, deixando por exemplo o abajur do quarto ligado. Ela está na verdade, demonstrando o seu medo e através da interação com o brincar, tentando supera-lo através dos cuidados que recebe ao brincar com a boneca, fazendo uma relação entre o imaginário e o real, pois na maioria das vezes no mundo real, não admitiria este medo.
“O que se busca no ensino através do jogo? Aprendizagem com prazer. E onde está o prazer no jogo? Naquilo que o caracteriza, ou seja, o professor reconhece a importância
de que o aluno tenha uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de suaaprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas.”
Através das leituras feitas, percebesse claramente que para introduzirmos o jogo no ensino aprendizagem, devemos ter consciência de que o aluno não seja um mero expectador, ou executor de normas impostas, mas que seja atuante nas situações de ensino, de modo que sua aprendizagem seja significativa e mais prazerosa, na medida em que exercita a sua espontaneidade e criatividade, na participação de jogos e brincadeiras, dando sugestões, inventando regras, criando jogos, brincadeiras e brinquedos, socializando saberes, através de trocas, contribuindo para uma interação entre professor x aluno e aluno x aluno. Um exemplo, acredito, seja quando os próprios alunos escolhem do que querem brincar: por exemplo, os meus alunos na hora do recreio, brincam muito com as pilicas (bolitas), de uma maneira bastante natural, prazerosa, pois surgiu da vontade deles, não foi algo imposto pela professora. E realmente através desta socialização, desta troca, estão se tornando mais amigos, menos egocêntricos, e , conseqüentemente menos agressivos, respeitando o outro, nas suas diferenças.
“Uma aula ludicamente inspirada é aquela em que o professor está aberto aos novos possíveis, daí que sua visão de planejamento pedagógico também sofre uma revolução lúdica: sua aula deve ser uma ação pedagógica conscientemente criada, donde seu caráter intencional (que vimos necessário para garantir que o jogo não deslize para a promoção do individualismo), mas repleta de espaços para o inesperado, para o surgimento do que ainda não existe, do que não se sabe. Uma aula lúdica é uma aula que se assemelha ao brincar - atividade livre, criativa,
imprevisível, capaz de absorver a pessoa que brinca, não centrada na produtividade.”
Sim, concordo plenamente de que uma aula ludicamente inspirada é aquela em que o professor está aberto aos novos possíveis. Isto porque devemos estar em constante mudança, visto que a educação é um processo contínuo, o qual exige de nós professores uma visão ampla do que pretendemos que nossos alunos construam, no seu dia a dia, por isto, é importante a nossa formação, o saber aplicar os conteúdos teóricos na nossa prática como educadoras, e nisto, o curso PEAD, vem contribuindo com certeza, ampliando nossos horizontes, e possibilidades, na utilização de forma consciente do lúdico na nossa prática pedagógica, de uma forma mais segura. Ou seja, estou ciente de que a sala de aula é lugar de brincar sim e de que brincando, também se aprende.