domingo, 30 de dezembro de 2007

REFLEXÃO SOBRE EVIDÊNCIA E ARGUMENTAÇÃO


Grupo 5
Marcia AparecidaSantos ,Maria Angélica,Maria Aparecida, Maria Eliane, Maria Helena, Maria Luiza, Margarete Canabarro, Maristela Samberg, Marlene Roloff ,Marta da Silva, Nadia Becker e Neli Costa.

Construção coletiva dos conceitos "Evidência" e "Argumentação"através da audiência e debate do filme
Doze Homens e Uma Sentença



 
Após a discussão no fórum conseguimos elaborar nossa síntese sobre o que é evidência e argumentação, pois o filme apresenta suas evidências (fato de ser pobre, ter sido maltratado na infância, ficado órfão de mãe, ido para um orfanato, ser revoltado, brigas e discussões com o pai, a ameaça contra o pai, a arma do crime, sua habilidade com faca, esquecimento do título do filme, as testemunhas apresentadas) contra o réu, rapaz de 18 anos que é acusado de matar seu próprio pai e também apresenta as argumentações (outra faca comprada pelo jurado, encenação do homem manco para contagem de tempo, etc), questionamentos feitos pelo jurado número oito que não se deixou levar pelas evidências e levantou a possibilidade das testemunhas estarem enganadas,  bem como as provas apresentadas poderem ser desacreditadas, questionava e também tentava provar que as evidências apresentadas poderiam estar erradas ou serem dúbias.  
Evidência é algo concreto baseado em fatos, são provas que podem ser apresentadas através de objetos, ações, pessoas, documentos, fotos, com indícios reais que podem possuir duplo sentido.  
Argumentação é defender, pensar, questionar, apresentar possibilidades de novas evidências que constituem dúvida, é reflexão, olhar diferenciado e analítico sobre esta evidência onde se questiona e se averigua de maneira oral a interpretação dos fatos. 
Exemplo de evidência e argumentação na aprendizagem: 
 
* Todo final do ano temos a tarefa de aprovar ou reprovar alunos, para isso precisamos ter registros (acompanhamento por escrito do desenvolvimento da aprendizagem) de como iniciou, seu desenvolvimento, sua produção final; ter provas/evidências (trabalhos, cadernos, anotações) e também argumentos (embasamento teórico, metodologia usada) -“Saber que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (Pedagogia da Autonomia, pág 47, Paulo Freire) - para sustentar nossa decisão, pois nem sempre supervisores (direção) ou os próprios pais concordam com a nossa avaliação.

BRINQUEDOS DE SUCATA: "OPORTUNIZAM E FAVORECEM A BRINCADEIRA LIVRE E A FANTASIA."


Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim com prazer.

CUNHA (2001, p. 14) constata que atualmente as crianças não têm um pátio para brincar. Superfamiliarizadas com videogames, televisão e computador, não conhecem o prazer de criar brinquedos com caixinhas e latas, botões e madeirinhas. Nem mesmo jogos de montar.

Esses brinquedos oportunizam e favorecem a brincadeira livre e a fantasia. A criança coloca no objeto com que está brincando o significado que ela deseja no momento. Enfim, na pressa do dia-a-dia, os pais e professores tentam simplificar suas rotinas e tarefas, oferecendo brinquedos já prontos e que não requeiram montagem, pois não fazem sujeira, nada que precise limpar, arrumar.
Sendo assim, a criança desenvolve-se num meio distante do lúdico, são tratadas como adultos em miniaturas onde o que é mais importante é estudar, aprender, adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades, estimular as inteligências, visando aos objetivos alheios aos seus interesses.

A brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo.
É possível superar os problemas existentes e oferecer melhores condições de desenvolvimento às crianças, ampliando e valorizando o espaço e as oportunidades de brincadeira.

É preciso que os professores se coloquem como participantes, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os conhecimentos através da brincadeira e do jogo, afim de que estes possam ser reelaborados de forma rica e prazerosa.
Se os estímulos estiverem adequados ao estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra, as experiências vividas constituirse-ão em aprendizagens ricas e duradouras.

OFICINA DE ARTE


DESCOBERTA DA ARTE NA EDUCAÇÃO
Através da leitura sobre as propostas de ensino da arte percebi que a “proposta triangular” envolve o fazer artístico, a análise de obras e objetos de arte e a história da arte, o que possibilita aos alunos o vivenciar e compreender as linguagens da arte a partir da percepção, da imaginação e da reflexão.
Como exemplo disto, temos a atividade da releitura da obra de Velásquez, a qual nos permitiu usar a percepção, a reflexão e a imaginação, e isto, sem dúvida nos proporcionou um enriquecimento muito grande em termos de compreender a linguagem deste autor e poder nos sentir artistas também. Foram releituras belíssimas.
No início desta atividade confesso ter me sentido um tanto insegura mas depois fui me soltando e deixando fluir os sentimentos (a percepção) em relação a obra.
Através da releitura da obra de Velásquez, consegui fazer um paralelo entre o ser criança daquela época, com a época de hoje, conforme coloquei na minha atividade:
Justificativa: Acredito que estaria retratando na tela o mundo infantil de hoje, onde a criança possa explorar seu imaginário, possa compartilhar e conviver entre meninos e meninas, sem preconceito de cor, raça ou religião. Onde possa explorar a natureza e liberar sua visão de mundo através de seus desenhos e de suas brincadeiras.
Relação com a obra de Velásquez: ambas retratam o mundo infantil, porém de perspectivas diferentes. De um lado, a criança vivendo e vivenciando o mundo adulto, de outro, a criança tendo infância, sendo criança de verdade.
Acredito que através desta atividade, podemos introduzir aos poucos em nossos alunos o estudo sobre alguns artistas, e mostrar a eles que todos nós podemos experimentar a arte, de diversas formas e colocar nela o nosso olhar, a nossa visão, conforme nossas experiências e vivências. Releitura de uma obra para mim, foi como se eu, realmente tomasse o lugar do artista e colocasse a minha vivência ali, assim como ele o fez naquela obra, pois o artista retrata além do mundo ao seu redor, o seu próprio mundo interior, pois ali contém sentimentos, um olhar que é só seu. Por exemplo, na minha releitura, coloquei o que foi para mim minha infância: contato com a natureza, o uso da criatividade através da relação com meus amigos (do brincar), a representação através do desenho.
Com esta interdisciplina percebi que o importante da arte na educação é proporcionar aos nossos alunos atividades onde possam explorar, refletir, criar... fazer uma relação entre arte e suas vivências. Poder mostrar um pouco de si, e despertar o gosto pela arte, não como cópia estereotipada, mas como descoberta criadora de uma outra forma de expressão.

I N V E N T Á R I O C R I A T I V O

M E U I N V E N T Á R I O C R A T I V O
PLANEJAMENTO:
A partir da aula presencial, planejei algumas atividades com meus alunos de 2ª série, com idades entre 8 e 13 anos.

Objetivos destas atividades: expressão corporal e conhecimento do próprio corpo, ritmo,obedecer ordens e limites, expressar-se através de mímica, desenvolver a criatividade, a imaginação, socialização.

1. Brincadeira da estátua, onde ao som da música deveriam movimentar-se
livremente ao ritmo da mesma e ao parar a música, deveriam ficar numa
posição como estátuas. (em sala de aula)

Brincadeira da corrida com balões: Em duas fileiras uma de meninos e outra de meninas, cada um com seu balão, devendo o primeiro da fila ao sinal , correr até o circulo a frente, estourar seu balão, utilizando uma parte do seu corpo (pé, bumbum, mão, ...). (no saguão da escola)
Expressando emoções através de mímicas: em duplas, cada dupla retira um papelzinho onde está escrito um tipo sentimento (amizade, amor, união, saudade, medo, ciúmes, susto, dúvida...). Após, sem contar aos colegas, que sentimento tirou, cada dupla deve através de mímica representar este sentimento e os demais colegas terão de adivinhar qual será. Sendo que no início a professora escreve o nome dos sentimentos no quadro e explica como será a brincadeira. (em sala de aula).

Varinha mágica: A partir de uma história em quadrinhos, trabalhada em aula, onde a bruxa transforma um ganso em tesoura, a professora faz uma varinha mágica e em círculos passa-a de mão em mão, cantando a seguinte canção: a varinha está na roda, ela passa de mão em mão, ela vai ela vem, ela ainda não chegou, ela vai ela vem, ela acaba de chegar. Então o aluno que ficou com a varinha mágica faz um feitiço e transforma os demais colegas em um animal e estes devem imitar. Ex. latir como cachorro, miar como gato, etc. Após, a música continua, até todos pegarem a varinha mágica. (em sala de aula)

DESENVOLVIMENTO:

Todas as brincadeiras foram bem aceitas pelas crianças. Mas a que mais me chamou a atenção foi a da mímica, onde puderam expressar sentimentos e sem timidez, bastante espontâneos, demonstraram gostar de representar. Os colegas, que foram a platéia, aplaudiram a encenação, e mostraram que aprovaram a idéia. Até mesmo uma menina que normalmente é excluída pelos colegas, não o foi desta vez. O que me faz perceber que o teatro pode ser uma boa tática de socialização, onde há ainda muito preconceito, por parte de alguns.

SÍNTESE X PRÁTICA:

Após ler os textos sugeridos, retirei algumas citações e relacionei-as com a minha prática:

”A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal
quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e
agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas partes
funcionam como um todo orgânico. E o momento de descoberta, de
experiência, de expressão criativa.”
Quando a aluno deixa a timidez e experimenta, ele vive um momento seu de espontaneidade, de liberdade.
ACREDITO QUE MEUS ALUNOS VIVERAM ESTE MOMENTO.

“No entanto, quando atua com o grupo, experienciando coisas junto, o
aluno-ator se integre e se descobre dentro da atividade. Tanto as diferenças
como as similaridades dentro do grupo são aceitas.”

Os colegas, que foram ora platéia,ora atores, aplaudiram a encenação, e mostraram que aprovaram a idéia. Até mesmo uma menina que normalmente é excluída pelos colegas, não o foi desta vez. O que me faz perceber que o teatro pode ser uma boa tática de socialização, onde há ainda muito preconceito, por parte de alguns.

O jogo dramático já descrito anteriormente se mantém como uma
abordagem contemporânea do teatro na escola. Mais voltado para a subjetividade,
pressupõe as relações de cada indivíduo com seu imaginário e com sua
expressividade. Está ligado ao faz-de-conta infantil. É uma prática lúdica individual
ou em grupo que propõe a improvisação de um tema ou situação previamente
escolhida. Não implica a participação de uma platéia. Não tem como objetivo a
apresentação ou a representação de algo, mas sim a apropriação dos
mecanismos fundamentais do teatro.

. Os colegas, que foram ora platéia,ora atores, aplaudiram a encenação, e mostraram que aprovaram a idéia.
Improvisação de um tema (sentimentos) previamente escolhido (como na atividade de mímica)

“Em uma aula regular de Teatro, há exercícios de improvisação, jogos
teatrais, jogos dramáticos ou trabalhos que envolvem o uso do corpo, como
consciência corporal ou movimento expressivo. Em todas estas situações, está
explícito o propósito de instituir, temporariamente, um espaço em que não seja
a vida real, onde seja possível, ao estudante, produzir uma outra realidade e
assumir outras personalidades.”

Como exemplos, temos a atividade da varinha mágica, onde envolve o uso do corpo como consciência corporal ou movimento expressivo, onde é possível ao aluno produzir outra realidade e assumir outras personalidades, como a bruxa com a varinha mágica e os diversos animais da encenação.


MEUS ALUNOS E A MÚSICA.


Trabalho com duas turmas de 2ª série, onde uma delas já tem desenvolvido desde o semestre passado um trabalho envolvendo rodas cantadas e foi muito legal, pois até no recreio, onde adoram correr, percebeu-se que nesta fase, das brincadeiras de roda, optavam por estas também e percebia-se que tanto os meninos como as meninas demonstraram interesse igual. Também na minha escola uma brincadeira que encanta meninas e meninos é o pula corda com cantigas, como por exemplo: sou uma princesinha pretendo me casar, qual príncipe será.... Eles adoram!!! Eu, pessoalmente sou um pouco tímida para a música, e também não tenho muito jeito, mas deixo muitas vezes que meus alunos me guiem e volto a fase da infância, onde nos expressamos de forma expontânea.



Outra coisa que observei nos meus alunos de 2ª série é que se utilizam dos rítmos de músicas já conhecidas, e colocam outra letra nesta e cantam. Percebo que todos sabem e a cada dia que passa o repertório vai crescendo. É algo que gostam muito. E sempre deixo uns minutos da aula, normalmente no início para que façam esta apresentação. É um momento de descontração total!

FÓRUM: 'METODOLOGIAS DE ENSINO DA MÚSICA".

26/12/2007 00:26:23
MARIA ANGELICA HOFMANN



Olá, colegas! Após a leitura, pude perceber alguns aspectos importantes que devemos considerar em nossas práticas pedagógicas ao introduzirmos a música no cotidiano escolar, ou seja: integração da música com outras formas de expressão como a linguagem falada e a dança; valorização do material sonoro que a criança já conhece(a prática vem sempre antes da teoria), criando-se um vinculo de associação, dando-lhe uma motivação, um prazer, que se faz presente através das atividades lúdicas, proporcionando-se a todos, o acesso ao universo musical , o que valoriza os processos de aprendizagem em detrimento aos resultados.Acredito, ter ampliado e muito meus horizontes em relação ao tema proposto, visto ser meu conhecimento musical muito restrito, considerando-me leiga no assunto, embora goste e aprecie a música. Também em termos de práticas, me identifico mais com Orff, pois adoro trabalhar com rimas, rodas cantadas, provérbios e percebo que meus alunos também gostam. Pois, conforme seu método,” se aprende fazendo”. Isto é, \"sensibilizar todas as crianças para a música (criação e audição), mostrando um caminho de conhecimento e prazer através da experiência musical pessoal.\" Acredito que com a música, podemos introduzir vários conhecimentos a nossos alunos, de forma prazerosa e consequentemente, com mais significado, em especial, através da experiência musical pessoal de cada aluno. Percebi que através da Literatura, do teatro, da ludicidade também se aprende música, pois esta pode estar interagindo em todas as atividades destas disciplinas, sem que nos demos conta disto, tamanha é a relação que se faz da música com a voz, o movimento, o criar. Com certeza, após esta interdisciplina, tomei o gosto pela introdução da música nas minhas práticas pedagógicas, embora de mansinho, aos poucos.... Abçs a todos. Maria Angélica.

DE QUEM É A MÚSICA

Atividade: 1- De Quem é a Música


Muito antes de as crianças compreenderem o verdadeiro significado das palavras, elas "aprendem" o espírito e a feição que caracterizam as canções de berço, os jogos cantados e a música folclórica.

Através deste texto podemos perceber que a música está presente em todos os momentos de nossa vida, até mesmo, antes de nosso nascimento. Lembro-me de que quando estava grávida do meu filho, sempre colocava uma música de ninar próxima a barriga, bem baixinho, para que ele percebe-se a vibração daquele som. Quando nasceu, também coloquei a mesma música e percebia-se que ele reagia, mostrando-se tranqüilo ao ouvir aquele som. Também após alguns anos, comecei a introduzir chocalhos e brinquedos que fizessem algum som, como tambor ,violão, flauta, apito.. E percebo, que ele desenvolveu o gosto pela música: gosta de cantar e de inventar letras e melodias. Percebo também que adora brincar com as palavras, fazendo rimas. Ganhou de presente da minha irmã um radinho de ouvido, e, quando pode está com ele, escutando música e já sabe fazer suas escolhas ,(hoje está com 6 anos).
Acredito que minha infância foi rodeada pela música, pois lembro que na escola de ouvir cantigas acompanhadas pelo violão e também brincávamos de roda e também de meus irmãos mais velhos saírem a noite com os amigos para fazer serenatas. Foram momentos muito bons e que jamais foram esquecidos. Na minha infância convivi com os sons da natureza: o galo cacarejando ao amanhecer, a galinha ao botar o ovo, o canto dos canarinhos que meu irmão tinha e de pássaros em geral, o latido dos nossos cachorrinhos, o miado de nossos gatinhos. Há, lembro-me também de ouvir várias e várias vezes o Hino do Internacional, já que os meus irmãos eram fanáticos por jogos. O som dos foguetes ao final de cada vitória.
Na minha prática diária, percebo que meus alunos adoram cantar. Eles inventam letras para as melodias já conhecidas e adoram cantá-las nas aulas. Todos sabem cantar, então dou uns minutos, normalmente no início da aula, para que soltem a voz. É um momento de muita descontração. É muito bom. Também gostam muito das cantigas de rodas e também das brincadeiras que envolvem música, como a dança das cadeiras, o pula corda com música...
Na aula presencial, através das práticas que tivemos, pude relembrar algumas músicas da minha infância e adolescência e perceber que na maioria do meu grupo também vivenciou as mesmas canções e melodias. Foi como se tivesse entrado no túnel do tempo. Realmente foi um momento muito agradável.